A escritora Baek Sehee (백세희), reconhecida internacionalmente pelo livro “Quero morrer, mas quero comer tteokbokki”, morreu aos 35 anos. Conforme informou a Agência Coreana de Doação de Órgãos e Tecidos, os médicos diagnosticaram morte cerebral em 16 de outubro. Logo depois, Baek realizou a doação de órgãos, gesto que beneficiou cinco pessoas. Mesmo assim, as autoridades médicas não divulgaram a causa que levou ao quadro.
Reconhecimento e impacto na literatura coreana
Baek ganhou reconhecimento ao transformar suas experiências com transtorno distímico, uma condição leve, mas contínua, de depressão, em uma narrativa profunda e sensível. Com base nas conversas reais que manteve com seu psiquiatra, ela criou um livro que alcançou mais de 60 mil exemplares vendidos na Coreia do Sul e chegou a 25 idiomas. Com o tempo, o sucesso aumentou ainda mais, especialmente depois que RM, integrante do grupo BTS, recomendou a obra nas redes sociais, o que ampliou seu alcance para o público internacional.
A trajetória literária e o legado de Baek Sehee

Baek nasceu em 1990, na cidade de Goyang, e formou-se em Criação Literária. Durante cinco anos, ela trabalhou em uma editora antes de dedicar-se totalmente à escrita. Ao longo de sua trajetória, transformou experiências pessoais em obras que tratam com delicadeza e profundidade temas como solidão, ansiedade e busca por sentido.
Além da série “Quero morrer, mas quero comer tteokbokki” (volumes 1 e 2), Baek lançou livros como “Eu acho que ninguém te amaria tanto quanto eu” (2021), “Quero escrever, não quero escrever” (2022), “Meu coração é como o sol de verão” (2024) e “Testamento de Barcelona” (2025). Com o passar dos anos, cada título fortaleceu seu estilo íntimo e confessional, aproximando leitores de reflexões emocionais e existenciais.
Segundo relatos da família, Baek mantinha uma postura carinhosa e empática, sempre buscando confortar pessoas que enfrentavam momentos difíceis. Sua irmã afirmou que “ela queria compartilhar esperança por meio da escrita” e expressou o desejo de que “agora possa descansar em paz”.




